NOVO ANO:

TEMPO DE RECOMÇAR

Como aproveitar as mudanças do novo ciclo.

DEZ/2018

Agora só existe uma solução: levantar a cabeça e dar o primeiro passo em direção à vida. Sim. É difícil encarar a família, os vizinhos, os amigos... o pessoal do trabalho... 

 

Mas apesar de tudo, é necessário recomeçar – e não existe outro momento senão agora. Deixar o orgulho, a culpa, o medo... apesar da vergonha. Somente algo tão difícil têm poder para acordar a consciência e fazer desabrochar novos valores, conduzindo a novos caminhos.

 

Fênix, o símbolo da ressurreição

 

Conta-se que na Índia havia um pássaro que vivia mil anos, isolado no alto de uma palmeira, cujo canto extasiava e silenciava quem o ouvia.

 

Ave de penas brilhantes, douradas e vermelho-arroxeadas, de tamanho igual ou maior que uma águia, surpreendia por sua força. Dizia-se que durante o voo podia carregar fardos extremamente pesados, como um elefante. Quando sentia que seu fim estava próximo, construía uma pira com lenha e folhas aromáticas, e tremendo, entoava tristes melodias até que lhe restasse apenas um sopro de vida. 

Nesse momento, sacando suas últimas forças, batia as asas e agitava suas plumas douradas flamejantes, produzindo calor e fogo que se alastrava rapidamente pela madeira, folhas e por seu corpo, transformando tudo em brasas e cinzas.  Porém, quando a pira se consumia e a última centelha se extinguia, uma pequena Fênix despertava do leito de cinzas, e todo ciclo recomeçava.

Crises e oportunidades

A jovem L. M. vivia momentos muito difíceis e havia decidido que não sofreria mais. Tudo planejado: naquele dia acabaria com sua dor e seu desespero. 

Ainda meio confusa e sem compreender muito bem, percebe que está num leito de hospital. Aparece um médico sereno e tranquilo e após observar sua pouca idade, pergunta por que ela havia feito aquilo. A moça decide abrir-se e dizer a verdade: 

 

- Não sei porque vim ao mundo. Vivo, mas não tenho vontade de viver. Se viver é sofrer, eu não quero mais. 

 

O doutor se dirige para o monitor de frequência cardíaca, indica o traçado na tela e pergunta se ela sabe o significado daquelas linhas:

 

-  Sim; são meus batimentos. 

- Não. O traçado indica os ciclos da vida, disse apontando para o visor: se na vida você não tiver altos e baixos, você morre. E continuou: 

- Você não está sozinha. Um dia entenderá porque está passando por tudo isso; você não pode é desistir. 

 

Nesse instante a jovem é tomada por intensa paz e o homem sai do quarto. Em seguida, entra a enfermeira para fazer o curativo e L. M. pergunta sobre o doutor que acabara de sair. 

 

Para sua surpresa, ficou sabendo que naquele dia o médico ainda não havia passado a visita. Deveria ser um enfermeiro, pensou, e começou a descrever suas características. Com gentileza e doçura, a enfermeira informa que esteve o tempo todo próximo ao quarto e que ninguém havia entrado ali. 

A Jovem chora. Como Fênix, ela havia renascido das cinzas, mas com uma diferença: sabia agora que não estava sozinha. 

 

A jornada do Herói

Crises são oportunidades que ampliam nossa visão de mundo e nos levam a descobrir quem somos e o que viemos fazer aqui.  

A jornada do herói se inicia com um chamado, que nos arranca do conforto das ilusões e crenças e nos confronta com situações novas, estranhas e ameaçadoras, muitas vezes ocultas no interior de nós mesmos. 

 

Num segundo momento, é comum a recusa em aceitar o desafio, quando o mundo se torna um deserto cheio de pedras e a vida carece absolutamente de sentido. Nesses dias, desejamos simplesmente parar a brincadeira de viver. 

 

Para aqueles que confiam e aceitam o chamado, a terceira fase se caracteriza pela intercessão de um protetor ou de um guardião que, mesmo sem ser solicitado, ajuda-nos a superar os obstáculos e perseverar no caminho do autoconhecimento. 

 

A quarta fase se caracteriza pela noite escura da alma ou a passagem pelo limiar, quandocruzamos os limites indicados pelas crenças familiares e sociais e mergulhamos no mundo desconhecido e ameaçador do inconsciente, que só pode ser ultrapassado pela sabedoria oriunda da ousadia da experiência e do amor. 

 

A benção final

Assim como Fênix, a benção final ocorre com o renascimento, quando nos libertamos das ilusões, medos e inseguranças dos personagens do passado, e deixamos para trás experiências e sofrimentos que impediam o acesso à sabedoria da alma imortal. Livres, podemos reivindicar nossa filiação divina, recordar que somos imortais e o que viemos fazer aqui. 

Paramahansa Yogananda lembra que por maiores que tenham sido nossos erros, somos filhos de Deus – e a Alma não pode ser engolfada por eles. Ao relembrar nossa origem, podemos dissolver as identificações que nos impedem de seguir adiante e renascer das cinzas, mais sábios, mais serenos, mais confiantes e amorosos. 

Que neste novo ano estejamos abertos para muitos renascimentos!!!

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