CORAGEM NA SUPERAÇÃO

DE FRUSTRAÇÕES

Como encarar as dificuldades que se apresentam.

JUL/2019

Coragem para viver a vida

 

O que nasce, morre. A Sabedoria Antiga afirma que para o que nasceu no mundo físico a morte, a velhice, a doença e, portanto, a dor é inevitável: desde uma simples etiqueta que incomoda o corpo, a frustração pelo sorvete que não experimentamos, o luto pela morte do ente querido, até o sofrimento de todo um país pela guerra ou por um terremoto.

Mesmo sabendo que o sofrimento é o motor para o desenvolvimento da consciência e do progresso material, nos frustramos diante de pequenos contratempos, apegados à ilusão de uma vida sem problemas e adversidades. Sem questionar o modo como almejamos e planejamos a felicidade, esquecemos de compatibilizá-la com nossas competências e dons – como a menina que queria ser jogadora de vôlei, mas aos 12 anos media apenas 1,53 m de altura; o outro, que almejava ser profissional do futebol, mas aos 15 anos mal conhecia as regras desse jogo; e ainda aquela, que montava um cenário de glamour e sonhos para sua publicação no Facebook e no Instagram.  

 

Nesse estilo alienado de viver, projetamos no outro a obrigação e o poder de criar nossa felicidade e, além de culpá-lo quando as coisas não vão bem, sucumbimos diante de sua incapacidade de suprir todas as nossas carências...

 

Níveis de consciência e evolução

Comer, dormir, relacionar-se sexualmente e proteger-se das intempéries e dos perigos é absolutamente necessário para que o animal sobreviva e se sinta confortável. Mas o humano precisa de mais. Abraham Maslow (1908-1970), psicólogo norte-americano, insatisfeito com as propostas da abordagem psicoterápica da época, propôs a Pirâmide das necessidades, somando às necessidades básicas outras fundamentais para a experiencia humana, como o relacionamento social e a autorrealização. 

 

Há uma relação entre as observações de Maslow e o desenvolvimento da consciência na ascensão de cada chacra, a começar pelo básico. Parece que ao final, Maslow teria incluído os aspectos transcendentais da consciência. 

 

A conquista dos objetivos de um grupo de necessidades, motiva o indivíduo a seguir adiante. Embora não seja necessário cumprir integralmente cada etapa evolutiva, não é possível prosseguir para o estágio seguinte se, ao menos parcialmente, o objetivo do nível anterior não tiver sido atingido.  

 

Chacras e pirâmide das necessidades

 

O primeiro chacra, o básico, é responsável pela manutenção da vida física individual, e, portanto, de todas as condições individuais de sobrevivência, como a nutrição e o abrigo nas intempéries. Este seria o primeiro nível da pirâmide, porém não inclui o sexo, pois a pessoa pode viver sem ele. 

O segundo chacra, o genésico, é responsável pela manutenção da espécie, portanto ligado à sexualidade e às relações de troca, tipo toma lá, dá pra cá. Chacra das emoções, envolve a manutenção e estabilidade da sociedade humana: o amparo e a proteção mútua nos relacionamentos familiares e grupos com interesses comuns como igreja, escola, etc. No meu entendimento, este seria o segundo nível da Pirâmide das necessidades.  

O terceiro chacra corresponde ao plexo solar: o centro da vontade, da inteligência lógica e prática, capaz de discernir e definir estratégias concretas. Relaciona-se ao poder de estar no mundo e senhor de si mesmo, com vontade e gana de viver. Abarca os mecanismos de lutar e fugir, estabelecendo e assegurando a proteção da vida e do território para si e para o clã. Este seria o terceiro nível, embora seja o segundo na Pirâmide de Maslow. 

O quarto chacra é o cardíaco. Expressa a capacidade amorosa do Ser, e tem por objetivo o fluxo de dar e receber, sem esperar nada em troca: o Cosmos se encarrega de retribuir com bençãos amorosas. Desperta o sentimento de pertencimento, de profunda intimidade, compaixão, amizade verdadeira e amor desinteressado.  Na Pirâmide de Maslow este é o terceiro nível. 

 

O quinto chacra é o laríngeo, o chacra do ego, do “eu personagem no mundo”, o ultimo portal pessoal. Relacionado à autoexpressão, autoimagem (autoestima), autocontrole, independência, aptidões, satisfação profissional e dedicação ao que faz – no sentido de aproveitar todo seu potencial. Esta etapa abarca a quarto e o quinto estágios da Pirâmide de Maslow, nominada “necessidades de status ou estima” e “necessidades de autorrealização” como indivíduo. Para Maslow, as necessidades da autorrealização nunca são saciadas na medida em que sempre surgem novas ânsias e objetivos. Isto é uma realidade e é exatamente essa falta de saciedade que leva o Ser para a próxima etapa, o desejo de Transcendência. 

O sexto chacra é o frontal. Chacra transpessoal, é a sede da consciência Crística. Quando o indivíduo atinge este nível de realização, ele já está ultrapassando o nível do desenvolvimento humano e entrando na esfera da consciência Crística. 

O sétimo chacra, o coronário, localizado no topo da cabeça. Ele conecta o Homem ao Céu, ao seu Criador.

 

O medo da dor

 

Necessidades insatisfeitas e objetivos evolutivos não cumpridos, provocam reações negativas no comportamento da pessoa, como frustrações, medos, angústias, inseguranças, etc. Há pessoas que imaginam poder entregar a outro a realização da própria felicidade – seja na relação de par, na família, irmãos e amizades – e assim adquirem a passagem para o mundo da frustração, da depressão e, infelizmente, do suicídio. 

O suicídio é imaginado como uma forma de pôr fim a um sofrimento que se acredita insuportável. Mas a pessoa não se dá conta de que apenas o corpo morre, pois a alma – e consequentemente a mente – é imortal, e nada pode corrompê-la, destruí-la ou matá-la. E ao matar apenas o corpo, a alma continua perambulando nas regiões astrais (regiões umbralinas), desesperada de dor, nas proximidades da crosta terrestre e das pessoas que ama, até que compreenda sua condição e aceite ajuda espiritual.  

 

Uma educação permissiva demais, em que os pais se antecipam a qualquer demanda da criança, sem que haja o menor esforço para obter o que quer, amplia a sensação de que o mundo gira em torno dela, aumentando a intolerância diante de qualquer negativa. Uma vez fixado este padrão, a pessoa reage com raiva e agressividade até mesmo por pequenas dificuldades; o que poderia produzir apenas um mero desconforto ou obstáculo, torna-se um muro intransponível de problemas e de insuportáveis frustrações. 

 

O sentido da existência

“Educar é frustrar” – e, à medida que cresce, a criança deve aprender a aceitar que não se tem tudo o que se quer, no momento em que se quer. Entende que para se obter um prazer maior, muitas vezes precisa renunciar a ganhos imediatos e menores, por exemplo, economizando para uma viagem. Deve aprender ainda, que não basta querer, mas aplicar todo o esforço na direção certa, ter disciplina e dar tempo – aceitando os obstáculos cármicos, que possam vir a dificultar a realização do desejo nessa vida.  

Quando se tem por meta viver a vida objetivamente – como ela é – cessa a lamentação e se dirige e atenção e os esforços para compreender e realizar seu propósito, aquilo que apenas a própria pessoa, com os talentos que possui, de forma peculiar e individual, pode realizar. 

Lembre-se: você nasceu para realizar uma tarefa determinada, um dharma pessoal. Desprezá-lo significa uma nota a menos na Grande Sinfonia Cósmica.  

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