SOLIDÃO NO ANO NOVO

O impacto da época das festas.

JAN/2017

Festas de fim de ano. Expectativas de reencontros e estreitamento dos laços afetivos. Mas a o que restava da família de Ana Clara estava distante – a mãe havia morrido há dois anos, e a avó que a criara, deixou o corpo físico quando ela tinha dezessete anos. 

Seu pai saiu de casa quando ela ainda era pequena e constituiu nova família, indo morar numa cidade do Paraná. Sempre a convidava para passar com eles, mas ela se sentia uma intrusa naquela família: “Estou sozinha no mundo”. “Realmente não tenho ninguém”. Os poucos amigos estavam envolvidos com suas famílias... Bateu saudades do tempo de menina, quando o Natal era celebrado com os tios, primos e avós. Todos juntos, unidos. 

Brincadeira de pique-esconde até tarde na rua, quando era interrompida pela chegada de Papai-Noel: “Você não viu?” – e algumas crianças juravam que tinham visto... E encontravam sob a árvore presentinhos baratos, gravados com o nome de cada criança. Que alegria!!!

Ana Clara foi se sentindo cada vez mais triste: “para que viver?” “Ninguém se importa! Ninguém me vê, nem mesmo sabem que existo! Viver ou morrer não faria a menor diferença a ninguém”...

Insistentemente, a ideia da solidão e da morte crescia em sua mente. Não tinha sentido continuar vivendo - e o pensamento foi tomando conta e começou a pensar na morte com prazer e no modo como poderia executá-la e encerrar sua temporada no drama cósmico. Até que começou a ouvir uma voz na cabeça: 

- Não vai adiantar nada. Só o corpo morre; e a angústia não é do corpo, mas da mente. A vida no mundo traz sempre um novo amanhã, uma nova possibilidade, um novo recomeço. O sol se põe, e nasce no dia seguinte. Matando o corpo será uma noite permanente: não tem dia seguinte; e sua mente não poderá descansar, mantendo você prisioneira desses pensamentos de desesperança.

A voz foi tão firme e tão amorosa que Ana Clara saiu do transe – e chorou. Amparada, serenou seu coração e pôde dormir. 

Dia seguinte recebo-a em meu consultório. Relata o que ocorreu e começamos o trabalho. 

Peço a ela que entre em contato com o sentimento de que não tem ninguém; de que está sozinha no mundo. Sugiro que vá para a primeira vez que sente que ninguém a vê, de que ela não existe. Um vulto começa a tomar forma em seu campo áurico: trata-se de uma mulher de uns trinta anos, vestida um longo vestido antigo. Mãos brancas, adornadas com um anel de noivado. O noivo, caixeiro-viajante, estava em outra cidade. Feliz, saiu tarde da casa de parentes. Tudo muito escuro, de repente sente algo bater em seu corpo e derrubá-la no chão.

Corre para casa atordoada; procura falar com a família, encontrar o noivo: “Por que ele não chega?” “Por que ninguém olha pra mim?” “Ninguém olha pra mim! É como se eu não existisse!”

Peço a ela que volte ao instante em que sentiu a pancada no corpo e olhe para trás: nesse momento, com horror, vê seu corpo morto. Agora entendia porque não a viam: ela não tinha mais corpo, embora permanecesse a consciência de sua identidade. E percebe que a resolução de não procurar a família estava baseada numa percepção equivocada. A jovem pôde então ser encaminhada para o mundo espiritual.

Identificamos ainda outras energias intrusas, personagens que, por sintonia vibratória, reforçavam e alimentaram os pensamentos suicidas de Ana Clara, permanecendo em seu campo de consciência. Também os encaminhamos para o mundo espiritual, realizando o que chamo de serviço de utilidade pública.

Ao final, uma clara luz envolveu e inundou a mente de Ana Clara. Era sua amada avó, que lhe disse que nunca estamos sozinhos. O Amado está sempre com Seu pensamento em nós. E que cada um de nós tem um lugar único na Grande Sinfonia do Universo. Disse ainda que Ele, o Amigo mais próximo, conhece todos os nossos pensamentos e sofrimentos e que nos confiássemos a Ele. 

Paz e calma tomam conta do coração de Ana Clara. Ela se despede com luz nos olhos e lindo sorriso iluminando seu rosto.

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