PESSOAS ÍNDIGO E

O SENTIDO DA VIDA

ABR/2017

Olhamos a nossa volta e, perplexos, nos perguntamos: o que está acontecendo? Tragédias naturais, conflitos, corrupção, falta de valores morais, desestrutura da família: não sabemos mais onde encontrar segurança para prosseguir. Certas pessoas, notadamente nascidas depois da década de 80, apresentam uma natureza mais sensível, e tentam, através da rebeldia e da raiva, mostrar o quão caótico está nosso mundo, nossos valores e a forma como estamos vivendo. 

Elas fazem parte dessa nova geração que nasceu para auxiliar o desenvolvimento do planeta. Mas a superficialidade comum de nossa sociedade os conduziu para longe de sua essência espiritual, levando-os a espelhar a decadência da vida que vivemos. Revoltados, hiperativos, diagnosticados com déficit de atenção, essas crianças e jovens são calados com uma educação restritiva e muitas vezes medicados, para que se tornem dóceis e calmos. 

Disseram-lhes que seriam felizes se tivessem muitos amigos, se divertissem bastante – inclusive com muito sexo – se entrassem na universidade. Mas a insatisfação interior, o tédio e a apatia tornaram-se lugar comum e a vida se mostrou cada vez mais sem sentido, tornando-os incapazes de nutrir qualquer interesse por qualquer coisa ou de tomar qualquer iniciativa que faça a vida valer a pena. 

Assim, com a alma angustiada e aflita, Ana Thereza me procurou. Sempre fora uma menina excepcionalmente sensível e amorosa. Conversava com seres espirituais que a auxiliavam em suas dificuldades. Inquieta, curiosa, desde muito nova teve de cuidar de si e lidar com a genitora esquizofrênica. 

A mãe, em geral gentil e solícita, sem motivo aparente, começava a gritar, quebrando tudo que estava na sua frente. Desde muito nova, Thereza aprendeu que, nesses momentos, deveria fugir de casa, buscando proteção nos vizinhos. Dias depois, visitava a mãe no hospital, que, carinhosamente, lhe oferecia biscoitos.

Hoje, adulta bem sucedida, Thereza está sempre alerta. Ambientes conhecidos a fazem sentir-se mais tranquila, mas estrategicamente procura locais que permitam escapar rapidamente, caso seja necessário. Se for a um show, ou estiver no metrô, sente-se ansiosa e tensa, alerta a todos os detalhes e conversas dos que estão à volta. Poucas palavras bastam para acreditar que estão falando dela e que é preciso fugir. Comum estar deprimida, sem querer sair de casa. Qualquer sofrimento das pessoas a afeta profundamente. 

 

Possui uma capacidade maior para perceber os sentimentos e intenções das pessoas, com habilidade superior de empatia, além de antecipar e gerenciar problemas, encontrando soluções criativas e valorizadas pela equipe de trabalho, talento comum nas pessoas Índigo. Esse dom advém da natureza mais sensível de seu corpo astral-emocional, característico a essas pessoas. 

Chega à consulta acompanhada pelo marido, e, frente ao imenso sofrimento, concordamos com o uso de medicamentos para conter a ansiedade e diminuir as ideias auto-referentes. 

Aproveitando a ajuda do companheiro nessa sessão, optamos por trabalhar com a Constelação Transgeracional a fim de identificar e dissolver a memória residual que a faz sentir-se tão ameaçada e desamparada.  Solicito que se coloquem no centro da sala, e imediatamente o marido se sente puxado para trás e “vê” uma carroça, guiada por um velho. Ele mesmo se percebe como um menino que, embora com medo, cuida do velho pai que, quando bebe, fica extremamente agressivo. Estaríamos diante de uma repercussão cármica?

Explorando a história, fico sabendo que o velho já havia matado a esposa com um golpe de enxada, “porque ela não parava de falar”. Nesse dia, quando o pai começa a praguejar, o menino foge correndo pelo mato, sem perceber que tinha pisado e sido atacado por uma serpente. Aos poucos, começa a sentir-se fraco, e acaba por morrer na floresta. 

Depois de conhecer o drama, auxiliamos cada personagem a realizar sua morte e os liberamos para o mundo espiritual. Para isso, solicito ao casal que se olhe e identifique a responsabilidade de cada um com tudo o que aconteceu. Ambos reconhecem que foram mutuamente impacientes e intolerantes. Depois, ao olhar para o menino, o velho chora, reconhecendo todo carinho e dedicação que a criança lhe ofereceu, e se envergonha por ter sido o causador de sua morte. 

Liberados todos os personagens para o mundo espiritual, pergunto como a cliente e o marido estão se sentindo: - muito bem, respondem. Ela acrescenta com olhar tranquilo: - só um pouco sonolenta, diz sorrindo, referindo-se aos psicotrópicos. Lembro que os medicamentos serão gradativamente retirados, já que nosso objetivo é a cura definitivamente dos sintomas. 

Com a continuação do tratamento, ela passou a frequentar um local onde está estudando e aprendendo a lidar com sua sensibilidade, além de dar um sentido espiritual para sua vida, o objetivo das pessoas índigo. 

Hoje Ana Thereza está em paz em harmonia consigo e com os outros. Já não precisa mais de medicamentos. Entendeu que sua natureza sensível está a serviço da Vida, e se coloca de acordo com isso. 

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