A LINGERIE DA ENTRELINHAS

Relato de paciente.

FEV/2017

- Há pouco tempo, decidi me submeter a um trabalho de regressão de memória por conta das dificuldades no relacionamento com meu marido. Embora sempre tenhamos tido uma relação de mútuo afeto, havia muitos contratempos gerados por mal-entendidos esquisitos, brigas sem que houvesse motivação real ou relevante – muitas vezes para marcar território. Parecíamos dois rivais que tentam se suplantar em poder e apontar os deslizes um do outro, desentendimentos e atitudes que sempre me deixaram muito triste."

Na primeira regressão, eu vivi um menino adolescente, que morava com um homem bem mais velho, mandão e autoritário, vaidoso de sua condição de dono de uma espécie de “empresa” em algum lugar muito frio, num negócio de caça e pesca. Ele tomou o garoto quando o pequeno tinha uns três anos de idade, após matar seus pais na sua frente, e o criou como sendo seu “pai”.

O menino cresceu revoltado e extorquido, e, cheio de ódio pelo homem que havia matado sua família, agia de todas as formas possíveis a fim de contrariá-lo, de modo que, num momento de fúria, aquele que dizia ser seu dono, o matou também. Durante o processo terapêutico, vivenciamos a morte de cada personagem e suas relações com o momento atual, libertando-os para o mundo espiritual.  

Terminado o primeiro trabalho, no mesmo dia pude sentir a brusca mudança no comportamento de meu marido: quando eu apareci no quarto com uma velha lingerie, ele me olhou e, subitamente, como se a visse pela primeira vez, falou: “ – que linda... cheia de estrelinhas!!!

Na segunda regressão, quando também foi trabalhada a minha relação com o meu marido, pude acessar uma vida em que meu personagem ancestral era um homem malvado, filho de um senhor de engenho com uma escrava, que se tornou o feitor da fazenda. Cheio de autoridade conferida pelo dono das terras, maltratou e feriu até a morte um escravo agressivo, insubordinado e indolente, personagem que hoje é meu marido.

Certamente as disputas e desmandos não são recentes. Talvez muitas vidas já tenham se passado para que hoje possamos estar no papel de marido e mulher. De qualquer modo, o sofrimento do passado mantinha nossos personagens aprisionados em suas memórias, impedindo a desidentificação dos antigos papéis e provocando diversos mal-entendidos na nossa relação atual. Sinto que agora conseguimos nos libertar das prisões do passado e viver como somos hoje, unidos pelo amor genuíno. A propósito, pude constatar ao final do último trabalho uma intensa e brilhante energia rosa brotando dos nossos corações. 

Agora as mudanças são visíveis, sentidas muito fortemente por mim: uma aproximação, uma vontade de ficar perto.

Para mim, a observação das estrelinhas depois da primeira consulta, foi o inicio da mudança que hoje sinto a cada minuto no meu relacionamento, como uma libertação progressiva.

Estamos bem mais felizes, e digo que estamos porque ele tem escrito para mim ao longo dos dias, com certa frequência, que me ama e sente a minha presença na vida dele. 

Chegou a escrever essa manhã: - “Para onde eu olho vejo você na minha vida. Você é maravilhosa, pois quando olho para a minha vida só vejo você... única, graciosa, valiosa, importante e que cuida, respeita e ama... Obrigado por tudo. Amo você. Você é especial”.

- Gratidão é a palavra que expressa tudo que vai dentro de mim com relação a todo o auxílio que esse trabalho amoroso promovido pela Dra. Laís Bertoche tem feito com a minha vida!!!

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