LIBERANDO CARMAS

PARA RETOMAR CAMINHOS

A liberdade de se desfazer de memórias indesejadas e seguir em frente.

MAI/2017

Há muito tempo atrás, havia uma comunidade de curadores localizada próximo a um vilarejo, onde todos os buscadores da cura do corpo, da mente e da alma eram recebidos com alegria. 

Os terapeutas, como eram chamados, teciam suas próprias vestes, plantavam e preparavam seus alimentos. Cultivavam a serenidade e a paz com o outro e consigo mesmos, desenvolvendo uma relação de compaixão e amizade por todos. Tinham por objetivo restabelecer a união com a divindade que habita cada Ser, através do amor, devoção e confiança que sentiam pelo Mestre – o caminho para o Amado Deus.

- Pouco antes do final do século XX, juntamente com outros amigos, decidimos fundar um espaço de terapias alternativas – hoje chamadas complementares – visando o restabelecimento da saúde integral da pessoa. Desejávamos que, a partir de várias abordagens terapêuticas – desde mudança nos hábitos alimentares, massagens, arte e musicoterapia, terapia de vida passada, oficina de histórias – as pessoas pudessem encontrar-se e expressar novamente o Ser. 

Mas, sem motivo aparente, e apesar de toda a boa vontade, avolumavam-se os problemas: além das dificuldades para administrar um espaço tão complexo, antigos desafetos do passado voltaram na figura de novos colaboradores, despertando vibrações de competição, confusão, discórdia e desconfiança.

Acabamos encerrando nossas atividades, embora a ideia permanecesse latente em nossos corações. 

- Tempos depois desse episódio, numa sessão terapêutica, surgiu a oportunidade desconhecer a origem desse fracasso. Grande foi minha surpresa quando me percebi membro daquela antiga comunidade. Ao decidir fundar a organização holística, estava resgatando fragmentos de memórias de situações já vividas e mal acabadas!

Observei que o antigo mosteiro estava vivendo num período histórico especialmente conturbado, em que perseguições religiosas eram muito comuns. Para garantir a integridade física do Mestre, ficou decidido que este se deslocaria para um local mais seguro, juntamente com alguns dos discípulos. 

Porém, alguns dos monges deveriam permanecer ali, amparando e confortando, na medida do possível, a população que vivia nas imediações ou aqueles que viessem em busca de abrigo e conforto espiritual. 

Fui uma das escolhidas – e me indignei: como EU teria que ficar ali? Como o Mestre não havia me escolhido para seguir com ele? O que havia de errado comigo? Essas dúvidas se condensavam em sentimentos de mágoa e rancor, e o amor e a compaixão que nutria por aquela gente havia se transformado em obrigação, secura e amarga saudade.  

Durante o processo regressivo, reencontro o amoroso Mestre. Seu sorriso de profunda compaixão me faz recordar suas palavras finais: “filha amada, tu tens a coragem e a determinação para ajudá-los a enfrentar momentos tão difíceis. Acolhe-os em teu coração”.  

Choro copiosamente e ouço sua voz mais uma vez: “Se teu coração não te perdoa, Deus é maior que teu coração”.

Suas palavras caíram como chuva orvalhada em meu peito ressequido, fazendo florescer a alegria e a certeza de que não estava sozinha.

 

Agora estava pronta. Poderia retomar os projetos iniciados há quase vinte anos, impedidos de germinar pelo aprisionamento de minha mente nessas memórias de vida passada. Quando o carma é liberado, o caminho fica livre para a realização do objetivo de nossas vidas. 

 

Assim ressurge a Ananda Terapias Integradas – um espaço para a harmonia do corpo, da mente e da alma, dedicado à Mãe Divina, localizado na cidade do Rio de Janeiro, onde também está sediado o Instituto de Terapia Transgeracional.

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Instituto Ananda Terapias Integradas

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